“O médico me disse que se eu sobrevivesse ia ser um vegetal” – Priscila Pantoja

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Eu nunca compartilhei minha história, não por vergonha e nem por outro motivo, apenas nunca quis mesmo, mas agora decidi compartilhar um resumo, então vamos lá.
Comecei a sentir os primeiros sintomas aos 15 anos (2005), com pequenas manchas na pele, com um tempo essa manchas viraram erupções na pele. Os sintomas foram piorando com o passar dos meses, passei a ter desmaios, falta de ar, fiquei pálida, sentia muita fadiga e estava perdendo peso. O mais estranho de tudo aquilo, era pelo fato de eu ser atleta.
Como é comum a nós pacientes, fui chamada de preguiçosa, outros diziam que eu estava grávida, ou que eu estava com AIDS, Câncer.
Procurei todos os especialistas possíveis e nunca diziam o que eu tinha, até que me mandaram para o psicólogo e acreditem o diagnóstico foi: tudo aquilo era psicológico, no exame de sangue nem anemia mostrava.
Três  anos após a primeira crise, em março de 2008, eu já tinha  tanta ferida, as articulações todas inflamadas, já não tinha força. Minha mãe mais uma vez em desespero me levou ao pronto socorro, nesse momento entrei em coma.
Não tinha muito tempo de vida dependia de uma bolsa de sangue.
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24 de abril de 2008 veio o diagnóstico LUPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO.
Eu estava em uma situação complicada a expectativa era de não chegar aos 19 anos. Tudo aquilo era novo pra mim e minha mãe, e ela perguntou ao meu médico:
– Dr minha filha vai ficar bem?
Ele respondeu:
– Se ela suportar, a senhora terá um vegetal em casa.
Eu perguntei:
– Eu vou voltar pra casa ?
Ele respondeu:
– Tem sorte em ainda estar viva.
Realmente minha situação era complicada, tinha todos meus órgãos comprometidos e não lembrava de ninguém só de minha mãe.
Após isso passei por várias internações, perdi metade da função do rim esquerdo, bactérias resistentes no pulmão, osteomielite na tíbia (perdi os movimentos da perna), osteomielite na face com destruição óssea (perdi uma parte da estrutura óssea do rosto).
Nessas fases minha mãe ouviu várias vezes NÃO TEM MAIS JEITO, perdi meu irmão que era meu parceiro e foi mais uma queda, mas todas as vezes que tropeçava lembrava das palavras do médico lá no início e eu queria provar a ele que eu era capaz, recuperei a memória, os movimentos e aos poucos melhorando, voltei a estudar e ele disse:
– Você vai voltar aqui comigo pior do que te conheci.
Completei o ensino médio encontrei ele e disse.
– Dr. completei o segundo grau, foi difícil mas hoje esse “VEGETAL” ANDA, FALA E PENSA.
rsrsr. Minha mãe passou muitos anos chorando e sofrendo ao meu lado tendo Deus e a fé.
E não noite do dia 12 de agosto de 2017 fiz mais uma vez minha família chorar, como o prometido há muitos anos “um dia vou fazer vocês chorarem de alegria e esse dia chegou”.
ME FORMEI EM GESTÃO HOSPITALAR, COM O DESEJO DE APRENDER COMO FUNCIONAVA O  DE SAÚDE PÚBLICO E PRIVADO.
NESTA NOITE A VITÓRIA FOI DE CADA UM DE LUPICOS, POIS MOSTRA QUE NEM SEMPRE OS MÉDICOS TEM RAZÃO E QUE NOS SOMOS CAPAZES SIM.
ESSE É UM RESUMO. MINHA HISTÓRIA VAI MUITO ALÉM.
“É necessário sempre acreditar que o sonho é possível,que o céu é o limite e você é imbatível, que o tempo ruim vai Passar é só uma fase, que o sofrimento alimenta ainda mais a sua vontade, que a sua família precisa de você lado a lado se ganhar e te apoiar se perder”.
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Priscila Pantoja

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